terça-feira, 31 de agosto de 2010

Lupiscínio Rodrigues:

"Poetas, músicos, pintores, atores, gente de todas as cores, façam um favor para mim:
quem souber cantar que cante, quem souber dançar que dance, quem souber tocar apito que apite, quem quiser gritar que grite, mas faça este mundo acordar."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Saber ou não saber?

Gente, descobri mais uma utilidade das novelas da Globo: dizer na cara-dura o quanto as pessoas são ignorantes. Ou melhor, o quanto o ser-humano é miúdo muitas vezes... E ainda por cima, esse mesmo ser-humano quase nunca reconhece suas limitações e é incapaz de assumir que não sabe tudo, não possui tudo que quer, é invejoso, quer ser um superstar ainda que sem brilho nenhum...

Moral da história de hoje: Nem só de caviar vive o homem.

domingo, 20 de junho de 2010

Istvan WESSEL

"Açougue não tem cheiro ruim e, se cheira mal, de duas uma: ou lá tem carne estragada ou não o limparam direito."

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Também de Cervantes:

"O não saber um homem ler indica uma de duas coisas: ou que teve nascimento humilde e baixo, ou que foi tão travesso e tão mau, que lhe não pode entrar na cabeça o bom costume nem a boa doutrina."

quinta-feira, 8 de abril de 2010

De uma comédia moderna, de Cervantes:

É como o vidro a mulher;
Mas não é mister provar
Se se pode ou não quebrar,
Porque tudo pode ser.

E é mais fácil o quebrar-se;
Loucura é logo arriscar
A que se possa quebrar
O que não pode soldar-se.

Fiquem nisto, e ficam bem,
Pois nisto o conselho fundo:
Que se há Dânais* neste mundo,
Há chuvas de ouro também.


* O Rei Acrísio, para evitar que se cumprisse o vaticínio de que um seu neto haveria de matá-lo, encerrou Dânae, sua única filha, em uma torre; mas Júpiter, cobiçoso por desfrutar sua beleza, o conseguiu transformado em chuva de ouro.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Sempre gostei...

DEIXE OS VIOLÕES TOCAREM
(Vitrolas)

Deixe as nuvens murcharem e caírem no mar
Eu não vou me importar, sei que a vida vai mudar
Não há blues que te impeça de com a gente tocar
Quando quiser

Já estivemos longe do mundo,
O tempo foi bom, eu posso lembrar
Mergulhamos na infância bem fundo
Não tínhamos nada pra preocupar
Não deixe eu esquecer as flores,
Na nossa sala eu vou pendurar
Fechando os olhos eu volto no tempo,
E com você posso me encontrar

Deixe os violões tocarem, deixe as nuvens partirem
Ah, por favor baby, não é hora de ir
Deixe eu ouvir a gaita, não deixe eu esquecer nada não
Nos deixe tocar de novo, juntos mais uma canção.

Tem tempo que ouvi os meninos cantando pela primeira vez essa música, e imediatamente melodia e letra afinaram com meu gosto, sentimento, simpatia...
Gosto dessa música.

quinta-feira, 4 de março de 2010

INVICTUS*

Louis Untermeyer, ed. (1885–1977). Modern British Poetry. 1920.

OUT of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


* William Ernest Henley. 1849–1903